Homem processa igrejas alegando que elas “arruinaram sua vida”

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Americano entrou na justiça contra igreja católica e igreja anglicana
pelo mesmo motivo.John Devaney é morador da pequena Narragansett,
localizada em Rhode Island, o menor Estado norte-americano. Mas chamou
atenção da mídia de todo o país este mês ao abrir um processo inusitado.

Devaney, 64, entrou com uma ação contra a Diocese Católica de
Providence, alegando que a igreja em frente à sua casa realiza um
“irritante ritual diário” que arruinou a sua vida. No processo, o papa
Francisco e o núncio apostólico nos Estados Unidos, arcebispo Carlo
Maria Vigano, são listados entre os réus.

Quando ele e a esposa compraram sua casa, há 18 anos, o sino da Igreja
Católica Saint Thomas More não funcionava. Cerca de seis anos depois,
foi reativado com um sistema de operação eletrônica, amplificado por
autofalantes. Desde então, ele toca, segundo Devaney cerca de 700 vezes
por semana. A igreja anglicana Saint Peter, que fica na rua detrás é
mencionada no processo, pois também toca seu sino, embora com menos
frequência. Após ouvir mais de 36.000 “badaladas” anualmente por mais de
uma década, ele alega que sua vida está destruída.

Os sinos das igrejas interromperam o sono Devaney, invadiram seus
pensamentos, impediram que ele tivesse sossego nos finais de semana.
Tudo isso gerou muito estresse e atrapalhou suas relações familiares,
causando seu divórcio e obrigando-o a usar protetores de ouvido, alegou
ele no processo.

Agora, exige que o tribunal ordene que as igrejas reduzam a “poluição
sonora”, baixando o volume dos sinos. Devaney também quer uma
compensação financeira pelos problemas causados em sua vida. Ele alega
que fez muitas denúncias, mas a prefeitura simplesmente os ignorava.

A Diocese de Providence, capital de Rhode Island, defende-se, alegando
que o toque do sino segue a regulamentação. “Muitos na comunidade dizem
gostar de ouvir o sino… A paróquia fica triste por esse único indivíduo
que continuamente fez ataques pessoais contra fieis, visitantes e
funcionários da St. Thomas More. Como uma comunidade de fé, vamos rezar
pela paz e pela compreensão, pois todos os nossos vizinhos conhecem
nossa caridade e preocupação com eles”.

A direção da Saint Peter preferiu não se pronunciar. O resultado do
processo deve ser anunciado até o final do ano. Com informações de The
Blaze e WSJ.

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