Pastor Marcos Pereira é condenado a 15 anos de prisão por estupro

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O juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti, na Baixada
Fluminense, condenou o pastor Marcos Pereira da Silva a 15 anos de
prisão por estupro.

Segundo os autos, o crime foi cometido no final de 2006 contra uma
seguidora nas dependências da igreja Assembleia de Deus dos Últimos
Dias.

As testemunhas ouvidas relatam com firmeza como o acusado é uma pessoa
manipuladora, fria, só pensa em si, utilizando-se das pessoas para
satisfazer seus instintos mais primitivos e de forma promíscua, utiliza
da boa-fé das pessoas para enganá-las. Pelo exposto e por tudo que dos
autos consta, julgo procedente a pretensão punitiva para condenar Marcos
Pereira da Silva, diz a sentença, segundo o TJ-RJ (Tribunal de Justiça
do Rio).

Marcelo Patrício, advogado do pastor Marcos Pereira, afirmou que vai
recorrer da sentença. Segundo ele, a decisão é absurda. É uma injustiça
porque não tem nenhuma prova no processo. Parece que o direito penal foi
rasgado para o caso dele, disse por telefone ao UOL. O advogado vai
alegar que houve decadência do crime. Pela nova lei, uma vítima teria
seis meses para denunciar o estupro. Neste caso, o pastor Marcos não
poderia ser processado porque o estupro teria acontecido em 2005. É uma
questão já definida pelas cortes superiores.

Patrício também criticou a duração da pena. O pastor é réu primário. Não
existe pena de 15 anos para réu primário. O advogado prometeu recorrer
até a cortes internacionais caso sua apelação à Open in new
windowJustiça brasileira não seja acolhida. Estou pensando até em ir
para a Corte Internacional de Direitos Humanos. Para mim, o pastor
Marcos Pereira é um preso político.

Prisão

Pereira está preso desde o dia 8 de maio no presídio do complexo de
Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio. Em audiência à Justiça, o pastor
negou o estupro e acusou pessoas ligadas à ONG AfroReggae de convencer a
suposta vítima e outras que foram ouvidas a fazerem as acusações.

Na semana passada, o MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de
Janeiro) denunciou o pastor Marcos Pereira e Márcio Nepomuceno dos
Santos, conhecido como Marcinho VP, pelo crime de associação ao tráfico.
O órgão solicitou ainda o pedido de prisão preventiva dos dois.

Segundo o promotor Alexandre Murilo Graça, a associação dos denunciados
para o tráfico de drogas começou em 1993, época em que o religioso fazia
trabalho de evangelização em presídios, delegacias e comunidades
dominadas pelo tráfico. Já Marcinho VP começava a ascender na estrutura
do Comando Vermelho, organização da qual é um dos principais chefes.

O pastor, como aponta a denúncia, começou como pombo correio, levando
ordens de chefes do tráfico que estavam presos para as comunidades onde
atuavam, aproveitando-se do fato de ter acesso aos presos. Nas
comunidades cariocas –principalmente nos complexos do Alemão e da
Penha– outros religiosos eram ameaçados e impedidos de realizar seus
cultos, o que fortalecia a igreja de Pereira.

Fonte: UOL

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