O TRAIDOR E LADRÃO

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“E logo, falando Ele ainda, veio Judas, que era um dos doze, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas e dos anciãos, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus.” (Marcos 14:43)

 

          Jesus estava no Getsêmani orando, clamando por conforto ao Pai, pois sabia que a sua hora tinha chegado. Sabia que seria preso, crucificado e que morreria na cruz do Calvário. Ele tinha ido para os jardins com mais três discípulos e os deixado a uma boa distância, pedindo-lhes que orassem com Ele. Mas eles não conseguiram permanecer em orações, porque logo dormiram. Jesus por três vezes viera ao encontro deles, e ao encontrá-los dormindo os acordava e mandava ficarem firmes, mas logo voltavam a dormir. Na última vez, quando ainda falava com eles, chegou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, acompanhado de guardas armados para prenderem Jesus. Vieram armados e preparados como se fossem prender um perigoso bandido, e Judas estava junto com eles para poder identificar Jesus. O que quase ninguém comenta é que Jesus só se deixava identificar, ser reconhecido por quem Ele queria e à hora em que queria, prova tal que mesmo que todos os dias Ele estivesse pregando, ensinando no templo, eles não o reconheciam. Mas os seus discípulos o reconheciam quase todo o tempo, e por isso Judas foi para o identificar beijando-o. Muitas vezes observo que as pessoas pregam, ensinam, ou simplesmente falam de Jesus de uma maneira superficial, têm medo de expor a sua santidade, têm medo de falar da sua natureza Divina, porque Jesus era Deus encarnado, Jesus é Deus. Apesar de estar na carne, estar revestido de carne, Ele era Deus, é e era a Palavra, o Verbo, e ninguém absolutamente podia fazer nada contra Ele, a não ser que Ele permitisse. Assim Jesus se deixava conhecer quando bem queria, e somente tinham acesso a Ele os seus discípulos. Vemos que algumas vezes tentaram pegá-lo e Ele escapulia no meio deles. “Ora, o que o traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o, e levai-o com segurança. E, logo que chegou, aproximou-se Dele, e disse-lhe: Rabi, Rabi. E beijou-o.” (Marcos 14:44-45). Judas era dos seus discípulos, era um dos doze, que durante aproximadamente três anos andou com Jesus e presenciou todos os tipos de milagres, bebeu diretamente da Fonte, porque ouviu os ensinos maravilhosos diretamente da boca de Jesus. Foi um dos doze a receber poder para pregar, avisar que o Reino havia chegado, e tinha expulsado demônios e curado em Nome de Jesus. Mas mesmo assim era um traidor, e sabemos que ele traiu Jesus não só por esse ato. Durante todo o tempo, uma vez que ele era o tesoureiro do Ministério terreno de Jesus, ele roubava, metia a mão na sacola. Judas foi somente mais um, ele é o que representa inúmeros que andam roubando, desviando dinheiro de ministério, muitos que usam o Nome do Senhor para comercializar produtos.

          “E lançaram-lhe as mãos, e o prenderam. E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe uma orelha.” (Marcos 14:46-47). Após Judas Iscariotes o identificar, os guardas, os enviados dos sacerdotes, dos homens que diziam conhecer Deus prendem Jesus. Pedro, mais impulsivo, na mesma hora, mete a mão na espada e corta a orelha do servo Malcom, fato do qual Jesus não gostou. Chamou a atenção de Pedro e curou, restabeleceu a orelha de Malcom. Sabemos que Jesus foi preso porque se deixou ser preso, porque a Palavra deveria se cumprir, porque, se Ele não quisesse, ninguém conseguiria prendê-lo. O tempo todo Ele sabia o que estava acontecendo, sabia que Judas o estava roubando, sabia que Judas o estava traindo e o tinha vendido, e sabia que ele estava chegando naquele momento com os guardas para o levarem preso. “E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e varapaus a prender-me, como a um salteador? Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para que as Escrituras se cumpram.” (Marcos 14:48-49). Jesus questiona para que ficasse registrado e para que pudéssemos ter esse conhecimento, porque eles foram até Ele armados como se fossem prender um perigoso bandido, e simplesmente não o prenderam quando Ele estava pregando, ensinando no templo. Quase todos os dias Ele ficava ensinando no templo, e não o prenderam, mas tudo aconteceu exatamente como estava escrito, a Palavra de Deus se cumprindo inteiramente. Jesus foi tratado como um bandido, foi perseguido e traído por um dos seus, mas tudo aconteceu como estava prescrito e também para nos dar ensinamentos, para que pudéssemos aprender e sempre vigiar. Temos que saber que temos que confiar plenamente somente em Cristo, porque o ser humano sempre trai, e quem mais nos trai são pessoas próximas a nós, assim como Judas era próximo a Jesus. “Então, deixando-o, todos fugiram. E um certo jovem o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe a mão. Mas ele, largando o lençol, fugiu nu.” (Marcos 14:50-52). Jesus foi traído e abandonado pelos seus, porque, quando foi preso, todos correram, todos fugiram e o deixaram só, inclusive Pedro, que no início tinha sacado da espada. Todos correram, inclusive o autor, o escritor desse livro, que é Marcos, pois ele que estava pelado, dormindo envolto em um lençol, e saiu correndo, mas, quando conseguiram pegá-lo, ele abandonou o lençol nas mãos do guarda e saiu correndo pelado. Vemos a fuga desesperada dos discípulos de Jesus e até mesmo de Pedro, que tinha afirmado que nunca o negaria, que jamais o abandonaria, mas o deixaram só. “E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas. E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, aquentando-se ao lume. E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.” (Marcos 14:53-55). 

Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.

Um abraço,

Pr. Henrique Lino

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