No monte

A Palavra
14 de fevereiro de 2020
Isso ceifará
17 de fevereiro de 2020

“Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galiléia, que é o de Tiberíades. E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos. E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos. E a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.” (João 6:1-4)

Jesus atravessou o mar de Tiberíades, ou mar da Galileia como também é conhecido, e, como sempre, onde Ele ia sempre havia uma multidão que o seguia. Como eu tenho dito, isso acontecia por vários motivos, desde busca por um milagre, uma bênção, como também para ver se o pegavam em alguma cilada, Ele falando contra César ou a lei de Moisés. Claro que muitos estavam confusos por verem tantos sinais e milagres que Ele operava, e ao mesmo tempo em dúvida por ouvirem os fariseus, saduceus, os religiosos de uma forma geral que falavam contra Ele. Mas Jesus sempre tinha a preocupação de ensinar ao povo sobre o Reino de Deus, assim, depois que chegou ao outro lado, Ele se assentou e, como sempre, passou ensinamentos a todos. A festa de páscoa era e ainda é considerada e festejada pelos judeus como um evento muito sério e espiritual, porque comemoram a saída do Egito com uma alimentação farta, eles comem o cordeiro pascal. Eles comemoram de maneira diferente da como comemoramos aqui, que não passa de uma festa comercial, em que se vende muito chocolate, e as pessoas nem mesmo sabem o porquê de estarem comemorando. “Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com Ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer.” (João 6:5-6). Jesus olha então para todo aquele povo, aquela multidão, e pensa que eles estão com fome e não têm o que comer, e ali não existia um lugar onde eles pudessem comprar alimentos. Como Jesus sempre pensa, se preocupa em todos os sentidos com o seu povo, Ele então, sabendo que a páscoa se aproximava e aquele povo ali não tinha o que comer, dirige-se a Filipe com a intenção de trazer ensinamento e, ao mesmo tempo, provar a fé dos seus. Jesus pergunta a Filipe onde comprariam alimentos para todo aquele povo, mas sabendo a resposta, porque primeiro não havia um lugar ali próximo que vendesse alimento, e segundo eles não tinham dinheiro para comprar alimentos suficientes para todos.
“Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco. E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?”(João 6:7-9). Então, como era esperada a resposta de Filipe, ele diz que duzentos dinheiros não seriam suficientes, mas isto não quer dizer que eles tivessem essa quantia, ele simplesmente está dizendo que seria necessária uma grande quantia de dinheiro para poder comprar alimento para todo aquele povo. Devemos entender que, quando se fala em pão, está se falando em alimento, porque a principal alimentação dos judeus era pão, não este nosso pão, o pão como conhecemos, ele tem um formato diferente, pão árabe, é grande e achatado, em formato de um disco, e eles usavam para molhar no suco de uva, ou em um molho, comer com carne, peixe ou outra coisa, por isto sempre se refere a pão. Assim como a nossa tradição é arroz com feijão, a deles era aquela espécie de pão com carne ou molho. Então André, outro discípulo de Jesus, fala que um rapaz tinha cinco pães de cevada e dois peixes pequenos, mostrando assim que não tinham nada, pois o que seria aquilo para aquela multidão? Os discípulos estão mostrando somente as dificuldades, as impossibilidades de solucionar a questão, aos olhos deles não havia como alimentar o povo, mas o que eles não pensaram é que estavam com Senhor, e onde Ele está a solução existe, pois Ele é a solução de tudo. “E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.” (João 6:10). Jesus não responde, não explica nada para eles, simplesmente pede a todos se assentarem, já que ali havia muita grama. Todos se assentaram sem saber o que iria acontecer ou por que deveriam se assentar. Devemos atentar que só homens havia aproximadamente cinco mil, como havia também mulheres e crianças, então, sendo pessimista, devemos acreditar que deveria haver pelo menos uma sete mil pessoas no total ali. Imaginemos nos dias de hoje a quantidade de alimento necessário para alimentar sete mil pessoas. “E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto eles queriam.” (João 6:11). Jesus então pegou esses pães de cevada e os peixes, deu graças, os abençoou e então os repartiu, dividindo-os entre os discípulos para que eles os dessem ao povo. Atentemos que a Palavra disse que deu para todos o quanto eles queriam, ou seja, comeram até se fartar, comeram o quanto queriam. Jesus não fez aparecer uma montanha de alimentos, mas somente mostrou que o que tinham era o suficiente e ainda sobraria. O que temos é o suficiente, devemos simplesmente dar graças, devemos agradecer, abençoar, pois com certeza ainda sobrará, não precisamos ter muito, o que temos já é suficiente. “E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois, e encheram doze alcofas de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.” (João 6:12-13).
Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.
Um abraço,
Pr. Henrique Lino

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